segunda-feira, 22 de outubro de 2012

dark shadows -parte 4


Com certeza aquilo era uma porra de uma brincadeira sem graça, não era possivel ele estar ali parado na minha frente com um sorriso irritantemente perfeito e me chamando de "pequena Lovato" enquanto aqueles malditos olhos castanhos brilhando em minha direção e tiravam todo o ar existente em meus pulmões.

- você existe? -vomitei as palavras de uma vez.

- Pequena que pergunta é essa? - Justin me abraçou de lado rindo, igual a todos ali menos ELE. Porque ele sabia sobre o que eu falava.

- claro que existo! sou de carne e osso pode tocar se quiser conferir pequena! -ele disse sorrindo, e eu estava começando a me irritar com todos me chamando de pequena.

-mais eu te vi ontem, você...o Justin ele não te viu ninguém viu como assim? - perguntava confusa e minha cabeça começava a doer.

- Ele devia estar lá fora e você o viu pela janela Demi, se acalme prima! - Miley dizia de um jeito calmo.

- Mais...

-sem "mais" Demetria Lovato - Esbravejou Miley me arrastando pelo colégio.

Me sentei na ultima carteira da sala entre Miley e Justin. Minutos depois uma senhora baixinha e carrancuda entrou na sala com uma pilha de livros mais do que ela mesma e ajeitando os óculos fundo de garrafa. Aula de História na primeira aula? por deus, quanto mais o meu dia poderia ficar pior?
Três aulas depois estávamos no intervalo e finalmente eu ouvia as pessoas conversando naquela escola, já estava começando a achar que todos eram zumbis ou alguma coisa do gênero. Sai de perto dos meus primos e fui andando pela escola louca pra encontrar um lugar afastado onde eu pudesse ficar sozinha.
Encontrei um jardim totalmente descuidado e destruído no fundo da escola, aquela parte do colégio era bem mais escura e o frio era bem mais forte, perfeito! me sentei no tronco de uma arvore grande e seca e peguei um maço de cigarros no bolso da minha calça jeans rasgada. Sim, eu fumava. um maldito habito que eu ganhei enquanto tentava inutilmente esquecer meus problemas, relaxar e me sentir bem. Frio e cigarros foram feitos um para o outro. Já podia sentir meu corpo relaxado, minha cabeça estava jogada para trás e meus olhos fechados. Estava concentrada em sentir aquele cheiro de cigarro que todos odiavam mais eu particularmente amava, tipico de uma fumante não?

- fumar faz mal a saúde sabia? -perguntou uma voz rouca e aveludada disse.

e minha paz acaba aqui.

- e...? -eu perguntei não dando a minima importância ao que o indigente falava, não sabia quem era e nem queria saber. Só queria que ele me deixasse em paz com o meu cigarro.

- E...nada! -ele riu- foda-se a saúde, cigarro é mais interessante.- o cara disse e se sentou ao meu lado, percebi que ele pegou um cigarro meu e meu isqueiro.

- mais que porra é...-parei de falar assim que percebi quem era, Joe. O maldito que eu achava que não existia estava ali.- sai daqui!

- o que foi? - ele perguntou confuso enquanto tragava o MEU cigarro.

- eu quero que você saia daqui -disse arqueando a sobrancelha, ele era retardado mental ou o que?

-eu não sou um retardado mental! -ele disse fazendo um bico extremamente fofo- e obrigada eu sei que sou fofo -ele disse de novo.

arregalei meus olhos instantaneamente, jurava por deus, de pé junto e ajoelhada em pedrinhas que eu só tinha dito aquilo em pensamento, como ele ouvira? peguei minha mochila com as mãos tremulas e comecei a me levantar quando ele me segurou pelos braços. Sua mão era macia e muito, muito gelada mesmo. Era como se eu estivesse com o braço encostado em uma pedra de gelo.

- me solte! -eu disse nervosa

- me desculpa! não fiz por mal foi só uma brincadeira, aprendi a fazer isso em um livro se quiser eu te ensino...-ele disse desesperado e com a testa franzida.

- eu não confio em você, não quero você por perto. Você consegue ser mais esquisito do que eu porra! Eu te vi na janela ontem a noite eu juro que vi e quando eu perguntei ninguém te via, mais você continuava lá me olhando. E no corredor, você...você também estava lá eu sei que estava! -eu disse exasperada e com lagrimas rolando pelo meu rosto, aquilo era terrível.

-me desculpa, me desculpa! -ele sussurrava repetidas vezes enquanto me abraçava apertado, como se alguma coisa o machucasse de um jeito horrível - Me desculpa, por favor Demi. Eu não queria fazer nada daquilo só queria te ver, você é tão linda -ele ainda sussurrava desesperado- e eu queria falar com você e acabei te assustando, me desculpa por favor, confie em mim eu nunca te faria mal, nunca! -ele disse e me abraçou mais apertado.

-você está me sufocando! -disse com dificuldade pra respirar e ele finalmente me soltou e eu consegui respirar novamente- porque tanto desespero?

- porque eu nunca quis ficar tão perto de uma pessoa como você -ele disse- e eu não posso te perder.

Olhei para o menino a minha frente, sua expressão era de dor e desespero. Eu conhecia bem aquela expressão, ela fazia parte de mim. Eu não o entendia, não entendia uma palavra se quer do que ele havia me dito mais simplesmente sorri compreensiva e o abracei.

- amigos? -perguntei sorrindo docemente pra ele.

-é...amigos -ele sorriu sem mostrar os dentes e me abraçou de volta.

Eu e Joe ficamos encostados naquela arvore gigante e morta até a hora da saída. Ela me lembrava eu, estava ali em pé mais completamente morta, como eu, eu estava aqui em pé mais por dentro completamente morta e esse era o pior jeito de se morrer, acredite em mim. Voltamos para casa conversando quer dizer, os outros conversavam eu olhava a rua, aquela cidade poderia muito bem ser um cenário de filme de terror. Todos entraram correndo pelo pequeno trilho até a mansão e eu estava perto da fonte olhando em direção a pequena floresta ali quando vi uma menina de cabelos cor de fogo molhados, até pingavam aguá. Os olhos verdes quase brancos e sem vida alguma, usava um vestido azul bebe apertado nos seios e solto da cintura para baixo e este estava ensopado por sangue que também pingava e caia em seus pés descalços. O vento batia e fazia a imagem da menina se apagar e voltar, apagar e voltar e eu lia em seus lábios um pedido de ajuda. Não conseguia desviar meus olhos daquela figura, eu tremia, o ar tinha sumido e um frio cortante passava por ali. Fechei os olhos e comecei a sussurrar  "suma, saia daqui, suma, saia daqui." repetia vezes seguidas e quando abri meus olhos ela não estava mais lá. Suspirei aliviada e sai correndo pela mansão subindo as escadas feito um furacão enquanto as lagrimas já caiam incontrolavelmente. Me enfiei no banheiro e tirei a gilete que havia deixado na gaveta. Me olhei no espelho e vi meu reflexo assutado e atordoado, com os olhos arregalados. Fechei os olhos respirando fundo e sentindo meu pulso arder enquanto gotas de sangue caiam na pia impecavelmente branca. Um corte, dois, três e quando eu ia chegar ao quarto algo me interrompeu.

- se está tentando se matar devia cortar mais fundo! - ouvi alguém dizer e soltei a gilete na hora me virando pra ver a figura encostada no batente da porta do banheiro.



C O N T I N U A.

oooi, meu deus quanto tempo que eu não venho aqui, haha. tava até com saudade de postar aqui já. MIL DESCULPAS PELA DEMORA MENINAS. é que eu estava com graves problemas de bloqueio criativo e não saia nada que prestasse aqui, demorei um mês pra conseguir escrever está coisa pequena e chata que vocês leram, fim da picada né? também acho. enfim está ai, ficou chato mais tudo bem normal, só escrevo coisas chatas. Espero que tenham gostado C O M E N T E M BASTANTE e eu postarei a parte cinco, flw?

AH, pra quem não lê meu outro blog ( JEMI UMA HISTORIA SEM FIM ) vou postar aqui o video da shortfic que eu vou postar lá, vejam u.u



xx, fer.
love ya'll <33